{"id":4782,"date":"2024-03-22T22:58:15","date_gmt":"2024-03-22T22:58:15","guid":{"rendered":"https:\/\/quepaz.cc\/?p=4782"},"modified":"2025-11-05T18:02:54","modified_gmt":"2025-11-05T18:02:54","slug":"ser-vulneravel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/quepaz.cc\/index.php\/2024\/03\/22\/ser-vulneravel\/","title":{"rendered":"Ser vulner\u00e1vel pode melhorar suas rela\u00e7\u00f5es; entenda"},"content":{"rendered":"\n<p>Eu sei que s\u00f3 de ler a palavra &#8220;vulnerabilidade&#8221; j\u00e1 surge um certo mal estar \ud83d\ude35\u200d\ud83d\udcab, que costuma vir por causa de sentimentos como <strong>medo <\/strong>e <strong>vergonha<\/strong>. \u00c9 dif\u00edcil abrir m\u00e3o do controle e se expor a algu\u00e9m. Ser vulner\u00e1vel desafia. \ud83d\udc40<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, a verdade \u00e9 que ela \u00e9 <strong>necess\u00e1ria<\/strong> para vivenciarmos rela\u00e7\u00f5es genu\u00ednas, seguras e que se ligam bem. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-e-ser-vulneravel\">O que \u00e9 ser vulner\u00e1vel?<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"269\" src=\"http:\/\/quepaz.cc\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/brave.gif\" alt=\"ser vulner\u00e1vel \u00e9 motivo de orgulho\" class=\"wp-image-4785\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Incerteza, risco e exposi\u00e7\u00e3o emocional &#8211; aquela sensa\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel que temos quando damos um passo para fora da nossa zona de conforto ou fazemos algo que nos for\u00e7a a perder o controle&#8221;. Essa \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade feita pela pesquisadora Bren\u00e9 Brown, que \u00e9 refer\u00eancia nesse tema e inspira\u00e7\u00e3o em diversos momentos da minha escrita desse texto. \u2728\ud83d\udcda<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ser vulner\u00e1vel \u00e9 escolher correr riscos e melhorar nossa habilidade de lidar com o incerto. <\/strong>\u00c9 compreender que o v\u00ednculo seguro com o outro, come\u00e7a em sermos sinceros com nossos sentimentos, pensamentos e conosco. E isso exige a coragem de nos despirmos daquelas regras do que &#8220;dever\u00edamos ser ou fazer&#8221; e aceitarmos que, o que nos faz sentir conectados com o outro, \u00e9 a chance da imperfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nos <strong>permitir<\/strong> sermos vistos, sem armaduras, por quem acreditamos que somos. \u00c9 enfrentar o desconforto de n\u00e3o saber o desfecho. Contudo, isso pesa menos na balan\u00e7a do que deixar passar uma chance de nos sentirmos amados de verdade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que a vulnerabilidade melhora os relacionamentos?&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar que, muito provavelmente, nos conectamos e nos sentimos mais confort\u00e1veis com algu\u00e9m que compartilhou alguma dificuldade que est\u00e1 enfrentando (e que nos identificamos), do que com pessoas que demonstram estarem em uma vida perfeita, padronizada e sem erros? <\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udca1 Afinal, ser perfeito ou superficial nos levam a para o <strong>lado oposto<\/strong> das rela\u00e7\u00f5es com conex\u00e3o e intimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser vulner\u00e1vel nos permite fazer trocas relevantes sobre hist\u00f3rias, sentimentos, mem\u00f3rias e dificuldades. Al\u00e9m disso, aceitar que somos vulner\u00e1veis nas rela\u00e7\u00f5es \u00e9 criar um ambiente de amparo onde \u00e9 permitido falas como:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>&#8220;me desculpe, sei que cometi um erro e vou buscar reparar&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;sinto muito por ter feito voc\u00ea se sentir assim, obrigada por compartilhar comigo&#8221;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;\u00e9 desconfort\u00e1vel pra mim expressar isso, mas sei dos impactos que pode ter na nossa rela\u00e7\u00e3o&#8221;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;eu estou aprendendo a n\u00e3o repetir comportamentos que n\u00e3o s\u00e3o saud\u00e1veis&#8221;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;eu nunca fiz isso, estou com medo&#8221;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>&#8220;preciso de ajuda&#8221;&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Contudo, experienciar uma rela\u00e7\u00e3o em que voc\u00ea sabe que pode contar, expressar, dividir, aprender e errar, sem julgamentos, demanda trabalho e esfor\u00e7o dos dois lados. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sim, ser vulner\u00e1vel pode assustar.<\/strong> \ud83d\ude35\u200d\ud83d\udcab <\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, de todos os riscos que corremos ao construir um v\u00ednculo com algu\u00e9m, o mais recompensador deles \u00e9 se sentir muito ligados com o outro.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/quepaz.cc\/index.php\/2024\/02\/17\/pressao-estetica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Press\u00e3o est\u00e9tica &#8211; o que o BBB pode nos ensinar?<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A intimidade demanda vulnerabilidade<\/h3>\n\n\n\n<p>Compartilhar faz parte de ser vulner\u00e1vel mas, al\u00e9m disso, h\u00e1 v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es, atitudes e demonstra\u00e7\u00f5es que podem tamb\u00e9m entram nessa lista. Como, por exemplo, quando mandamos mensagem para algu\u00e9m falando que lembramos e estamos com saudades. Ou, ent\u00e3o, quando fazemos um convite para sair. Ou, ainda, quando propomos uma ideia inusitada ao outro. Quando falamos que amamos o outro pela primeira vez, tamb\u00e9m. E, por fim, quando mudamos um plano para estar com o outro.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses exemplos t\u00eam duas coisas em comum: <\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>fazemos sem ter controle da resposta do outro; e <\/li>\n\n\n\n<li>s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que podem construir mais intimidade com o outro. <\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>S\u00e3o tentativas. Se n\u00e3o abrirmos espa\u00e7o para elas, permanecemos no mesmo lugar: confort\u00e1vel, mas sem florescimento e conex\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos sobre nutrir a <strong>intimidade sexual<\/strong> do casal, por exemplo, as pesquisas do Gottman Institute mostram que &#8220;sexo \u00e9 muito mais relacionado com confian\u00e7a, amizade e conversas que criam conex\u00e3o emocional&#8221;. <\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, estar em uma rela\u00e7\u00e3o em que existe uma espa\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o e conex\u00e3o para falar sobre sexo, aumenta a probabilidade de manejo e satisfa\u00e7\u00e3o da vida sexual do casal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 preciso coragem para ser vulner\u00e1vel<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Usamos o controle como uma forma de nos confortar. <\/strong>Enfrentar aquilo que \u00e9 previs\u00edvel, certeiro, pr\u00e9-definido parece ser uma boa estrat\u00e9gia. Mas, a verdade \u00e9 que existem muito mais coisas que n\u00e3o podemos controlar, do que aquelas que podemos. E a aceita\u00e7\u00e3o disso, sim, \u00e9 a melhor estrat\u00e9gia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ser vulner\u00e1vel incomoda porque traz incerteza. <\/strong>Dar passos em dire\u00e7\u00e3o a intimidade e permitir conversas profundas e esclarecedoras exige, acima de tudo, coragem. Coragem de fazer um convite ao outro, mesmo sem saber se ele vai aceitar ou quando ele vai aceitar.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como achar conforto em ser vulner\u00e1vel?<\/h2>\n\n\n\n<p>Precisamos entender como funciona nossa vulnerabilidade. Identificar nossas emo\u00e7\u00f5es, de onde elas v\u00eam, porque elas aparecem. O que nosso c\u00e9rebro interpretou de momentos relevantes da nossa hist\u00f3ria e como eles nos tocam at\u00e9 hoje. O autoconhecimento \u00e9 um passo primordial!<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, aqui vai uma das coisas mais importantes que Bren\u00e9 Brown coloca sobre a confian\u00e7a de compartilhar momentos de vulnerabilidade: o outro precisa merecer ouvir. O desconforto pode ser minimizado quando percebemos, por exemplo, que o outro<strong> s<\/strong>empre <strong>demonstra sua curiosidade<\/strong>, seu amparo e interesse em entender sobre n\u00f3s.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"480\" height=\"269\" src=\"http:\/\/quepaz.cc\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/vulnerabilidade.gif\" alt=\"ela \u00e9 boa em ser vulner\u00e1vel\" class=\"wp-image-4786\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">V\u00e1 com calma<\/h3>\n\n\n\n<p>Mas como vou abrir essa porta t\u00e3o dif\u00edcil de ser explorada? Sem pressa e pelas frestinhas que ficam abertas e nos convidam para entrar. \u00c0s vezes, \u00e9 uma hist\u00f3ria\/frase compartilhada em um momento aleat\u00f3rio que podemos aproveitar o gancho para fazer uma pergunta que nunca fizemos ou expor algo que nunca expusemos. \u26d4<\/p>\n\n\n\n<p>Outras vezes, por exemplo, \u00e9 uma conversa superficial que leva a uma mais vulner\u00e1vel. Al\u00e9m disso, uma din\u00e2mica, um jogo, um ritual ou combinado de casal pode nutrir algo muito significativo para permitir a vulnerabilidade e, logo, a intimidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Explore seus sentimentos&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Inevitavelmente, vamos ter que lidar com os sentimentos desconfort\u00e1veis, porque eles s\u00e3o t\u00e3o necess\u00e1rios quanto aqueles mais f\u00e1ceis de enfrentar. Questione os pensamentos que trazem o medo e a vergonha de permitir a vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual o pior desfecho imagin\u00e1vel? Esse cen\u00e1rio \u00e9 imposs\u00edvel de lidar? Quais os pr\u00f3s e contras de nos colocarmos na posi\u00e7\u00e3o de sentir essas emo\u00e7\u00f5es na busca de uma conex\u00e3o genu\u00edna com o outro? Estou me baseando em experi\u00eancias com v\u00ednculos passados e supergeneralizando?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Seja presente<\/h3>\n\n\n\n<p>A resposta do outro pode ser o reflexo de como agimos. N\u00e3o adianta exigirmos que o outro compartilhe, se n\u00e3o olharmos para como n\u00f3s mesmos respondemos a essas chances de abertura. \ud83d\udd90\ufe0f<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, \u00e9 poder se questionar: a minha resposta a um momento de vulnerabilidade do outro foi validante e acolhedora? O que eu gostaria de receber quando eu compartilho algo vulner\u00e1vel? Se fazer presente na rela\u00e7\u00e3o e perceber esses pontos pode ser transformador.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fa\u00e7a terapia&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma trajet\u00f3ria cheia de autoconhecimento, inten\u00e7\u00e3o e comprometimento conosco e com o outro. O caminho pode ser mais leve se tivermos a companhia de um processo de psicoterapia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso voc\u00ea n\u00e3o saiba por onde come\u00e7ar, existe o <a href=\"https:\/\/quepaz.cc\/index.php\/therapy-match\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">THERAPY MATCH<\/a> do QuePaz! 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(2013). A coragem de ser imperfeito: Como aceitar a pr\u00f3pria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem voc\u00ea \u00e9. Brasil: GMT. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/coragem-ser-imperfeito-Bren%C3%A9-Brown\/dp\/8543104335\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dispon\u00edvel na Amazon<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu sei que s\u00f3 de ler a palavra &#8220;vulnerabilidade&#8221; j\u00e1 surge um certo mal estar \ud83d\ude35\u200d\ud83d\udcab, que costuma vir por causa de sentimentos como medo e vergonha. \u00c9 dif\u00edcil abrir m\u00e3o do controle e se expor a algu\u00e9m. 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